Bahvricha Upanishad

Traduzido da versão inglesa do Dr. A. G. Krishna Warrier
MS Indic 37, Isa upanisad. Creative Commons 

Om! O meu discurso está enraizado na minha mente e a minha mente está enraizada no meu discurso. 
Manifesta-te, sê evidente, para mim; sejam os dois, para mim, o que me atém aos Vedas. 
Que a sabedoria védica não me abandone. 
Com a mestria desta sabedoria, uno o dia à noite.
É meu dever falar o que é correcto. É meu dever falar a verdade.
Que Ele me proteja; que Ele proteja o orador. 
Que Ele me proteja. 
Que Ele proteja o orador, proteja o orador! 
Om! Paz! Paz! Paz!

Om. Public Domain

1. Om! A Deusa era realmente uma no início. Sozinha deu à luz o Ovo-Mundo. (Ela) É conhecida como Parte do Amor (Eu Sou). (Ela) É conhecida como o instante de meia sílaba após o OM.

2. Dela nasceu Brahma; nasceu Vishnu; nasceu Rudra. Todos os Deuses do Vento, trovadores celestes, ninfas, seres semi-humanos a tocar instrumentos, dela nasceram, tudo ao redor. O que é apreciado nasceu; tudo nasceu (Dela). Tudo nasceu do Poder (Dela). O nascido do ovo, o nascido do suor, o nascido da semente, o nascido do útero, tudo o que respira, tanto o que é imóvel como o que se move, e o homem, Dela nasceram.

3. Ela, aqui, é o Poder supremo. Ela, aqui, é a ciência de Sambhu, conhecida também como a ciência que começa com ka, ou como a ciência que começa com ha, ou como a ciência que começa com sa. Este é o Om secreto guardado na palavra Om.

4. Permeando as três cidades, os três corpos, iluminando por dentro e por fora, Ela, a Consciência interior, torna-se Maha-Tripura-Sundari, associada ao espaço, tempo e objectos.

Tripura Sundari. Creative Commons

5. Por Si mesma é Atman. Outro que não Ela é não-verdade, não-eu. Então ela é Brahman-Consciência, (mesmo) livre de todo o ser ou não-ser. Ela é o Conhecimento da Consciência, Consciência não dual de Brahman, uma onda de Ser-Consciência-Bem Aventurança. A Beleza das três-grandes-cidades, penetradas por dentro e por fora, é resplandecente, não-dual, auto-subsistente. O que é, é puro Ser; o que brilha é pura Consciência; o que é prezado é Bem-Aventurança. Então aqui está Maha-Tripura-Sundari que assume todas as formas. Tu e eu e todos no mundo, todas as divindades e tudo à volta somos Maha-Tripura-Sundari. A única Verdade é o que é chamado “o Belo”. É o não-dual, integral, supremo Brahman.

6. Abandonada a forma quíntupla,
Transcendendo efeitos como o espaço,
Permanece o um, o grande ser,
A região suprema, a única Verdade.

7. Tanto é chamado de “Brahman é Consciência” como “Eu sou Brahman”. No diálogo é dito: “Tu és Aquilo”, ou “Este Atman é Brahman”; ou “Eu sou Brahman”; ou “Eu sou unicamente Brahman”.

8. Ela, que é contemplada como “Aquilo que Eu sou” ou “Eu sou Ele” ou “O que Ele é que Eu sou”, é o Sodasi, a Ciência do Sri, a de quinze sílabas, sagrada Maha-Tripura-Sundari, a Virgem, a Mãe, Bagala, a Matangi, a auspiciosa que escolhe o seu próprio Parceiro, a Senhora do Mundo, Chamunda, Chanda, o Poder do Javali, Ela que vela, a Matangi Real, negra como um corvo, luz escura, montada num cavalo; oposta a Angiras; estandarte de fumo; Poder de Savitur, Sarasvati, Gayatri, parte da bem-aventurança de Brahman.

Bagalamukhi Matrika. Public Domain

9. Os cânticos de louvor habitam na mais elevada esfera
Onde habitam os Deuses;
Que farão com a riqueza os que não conhecem isto?
Os que conhecem bem isto, viverão bem;
Esta é a ciência secreta.
Om! O meu discurso está enraizado na minha mente e a minha mente está enraizada no meu discurso. 
Manifesta-te, sê evidente, para mim; sejam os dois, para mim, o que me atém aos Vedas. 
Que a sabedoria védica não me abandone. 
Com a mestria desta sabedoria, uno o dia à noite.
É meu dever falar o que é correcto. É meu dever falar a verdade.
Que Ele me proteja; que Ele proteja o orador. 
Que Ele me proteja. 
Que Ele proteja o orador, proteja o orador! 
Om! Paz! Paz! Paz!
Aqui termina o Bahvrichopanishad, incluído no Rig-Veda.

Referência: Dr. A. G. Krishna Warrier. The Theosophical Publishing House, Chennai. “Bahvricha Upanishad.”
Citado em: YouSigma. “Bahvricha Upanishad.” 2008.

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